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Imersão Prática em PEI para Superdotação e 2e



Esta imersão foi pensada para professores e equipes pedagógicas que desejam sair do discurso e avançar para a prática qualificada do PEI no atendimento a estudantes com superdotação e dupla excepcionalidade (2e).

Com base na metodologia de estudo de caso (conforme o Decreto nº 12.686), os participantes irão aprender a ler pedagogicamente o aluno, identificar potenciais, barreiras e assincronias, e transformar essas informações em decisões pedagógicas concretas, aplicáveis à sala de aula.


Ao longo dos dois encontros, serão trabalhados, de forma objetiva e aplicada:

  • Avaliação diagnóstica e formativa em interface com as competências e habilidades da BNCC

  • Uso da BNCC como referência mínima, e não como limite para estudantes de alto potencial

  • Ensino diferenciado como base do PEI

  • Estratégias de aceleração (por tempo e por conteúdo), compactação curricular e adaptações de currículo

  • Noções essenciais de neuroeducação, com foco em motivação, plasticidade cerebral e impacto da falta de desafio


A imersão culmina na elaboração prática de uma minuta de PEI, construída coletivamente a partir de um caso realista, garantindo aplicabilidade imediata ao contexto escolar.


🔹 Para quem é: professores da educação básica, AEE, coordenação pedagógica e orientação educacional

🔹 O que você leva: repertório técnico, clareza conceitual e instrumentos práticos para planejar o PEI com intencionalidade pedagógica



Datas: 30 e 31 de janeiro

Carga horária: 4 horas totais (2h por dia)

Metodologia central: Estudo de caso (conforme Decreto nº 12.686)

Público-alvo: Professores da educação básica, AEE, coordenação pedagógica e orientação educacional


Objetivo geral

Desenvolver competências práticas para elaboração e implementação de PEI para estudantes com superdotação e dupla excepcionalidade (2e), a partir da análise de estudos de caso, integrando avaliação diagnóstica e formativa, BNCC, ensino diferenciado, aceleração, compactação curricular e adaptações curriculares, com aportes essenciais da neuroeducação.


Pressupostos pedagógicos da imersão

• O PEI é um instrumento pedagógico intencional, não burocrático

• A BNCC é referência mínima, não limite para estudantes superdotados

• O estudo de caso orienta a tomada de decisão pedagógica (Decreto nº 12.686)

• A diferenciação pedagógica é a base do atendimento educacional

• Avaliar é produzir informação para ensinar melhor


DIA 1 – 30 de janeiro (2h)

Leitura do caso, avaliação e fundamentos para o PEI


Bloco 1 – Superdotação, 2e e neuroeducação (30 min)

• Superdotação e dupla excepcionalidade: conceitos operacionais

• Assincronias do desenvolvimento

• Breves fundamentos de neuroeducação:

◦ Plasticidade cerebral

◦ Motivação, emoção e aprendizagem

◦ Impactos neurocognitivos da falta de desafio


Bloco 2 – Avaliação diagnóstica em interface com a BNCC (45 min)

• Avaliação diagnóstica como ponto de partida do PEI

• Diferença entre avaliar desempenho e avaliar potencial

• Leitura pedagógica do estudante a partir de:

◦ Competências gerais da BNCC

◦ Habilidades específicas por área

• Identificação de:

◦ Potenciais e interesses

◦ Barreiras à aprendizagem e à participação

◦ Assincronias acadêmicas e socioemocionais

Atividade prática: Análise coletiva de um estudo de caso e mapeamento de dados avaliativos.


Bloco 3 – Avaliação formativa e definição de prioridades (45 min)

• Avaliação formativa como acompanhamento contínuo

• Evidências pedagógicas: observação, produções, portfólio e rubricas

• Uso do estudo de caso para definição de prioridades educacionais

• Seleção intencional de focos para o PEI

Produto do dia: Perfil pedagógico inicial do estudante.



DIA 2 – 31 de janeiro (2h)


Construção do PEI, diferenciação e adaptações curriculares

Bloco 4 – Ensino diferenciado como base do PEI (40 min)

• Diferenciação pedagógica: conteúdo, processo, produto e ambiente

• Ensino diferenciado e equidade curricular

• Relação entre diferenciação e desenvolvimento de talentos


Bloco 5 – Estratégias curriculares para superdotados e 2e (40 min)

• Aceleração escolar:

◦ Aceleração por tempo

◦ Aceleração por conteúdo

• Compactação curricular

• Adaptações curriculares:

◦ Ajustes de acesso

◦ Flexibilização de percurso e profundidade

◦ Ampliação e complexificação curricular

Atividade prática: Escolha e justificativa pedagógica das estratégias para o caso estudado.


Bloco 6 – Elaboração prática do PEI (40 min)

• Estrutura essencial do PEI:

◦ Dados do estudante e contexto

◦ Metas alinhadas às competências e habilidades da BNCC

◦ Estratégias diferenciadas e adaptações curriculares

◦ Indicadores de acompanhamento (avaliação formativa)

• O PEI como documento vivo e revisável

Produto final: Minuta de PEI para estudante superdotado/2e baseada em estudo de caso.



Encerramento – Síntese e compromisso pedagógico (20 min)

• Socialização das soluções propostas

• Reflexão: o que muda na minha prática a partir desta imersão?

• Compromisso individual de aplicação de ao menos uma estratégia diferenciada


Resultados esperados da imersão

• Professores capazes de ler pedagogicamente casos de superdotação e 2e

• Uso intencional da BNCC para além do mínimo esperado

• Elaboração de PEI aplicável à sala de aula

• Ampliação do repertório de estratégias diferenciadas e adaptações curriculares


Mensagem-chave da imersão:

O PEI não é um privilégio para poucos, mas uma resposta pedagógica ética quando o potencial exige mais do que o currículo comum oferece.




 
 
 

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